domingo, 29 de julho de 2012

A cultura da infância

Hoje, durante a reunião do INSTITUTO VIVA INFÂNCIA, decidimos explorar, pesquisar um dos itens da nossa missão: promover a cultura da infância. Como estamos inseridos na comunidade da Boca do Rio, a população  atendida por nós,de modo geral, é de trabalhadores de baixa renda, famílias muito numerosas, onde os filhos constituem suas próprias famílias, mas continuam residindo na casa dos pais. Nós, profissionais, temos observado uma situação que nos chama atenção e nos peocupa. A infância, muitas vezes, é atropelada pelas circunstâncias desse grupo de adultos, cada qual envolvido nos seus afazeres, não sobrando muito espaço nem tempo para os pequenos. Estes acabam se envolvendo com os problemas familiares, buscando ingenuamente solucioná-los. Muitas dessas crianças nas suas casas nunca ouviram uma estória infantil ou armaram um simples quebra-cabeça. Uma folha de papel e um lápis para rabiscar seus desenhos nunca lhes foi oferecido. A rua, lugar de jogos e brincadeiras infantis, socialização, trocas afetivas, é proibida pelo temor da violência.
Como crescem essas crianças, tão privadas do que lhe é tão necessário para se desenvolver e se tornar cidadão? O que fazer,  enquanto instituição que trabalha pela saúde mental e promoção da cultura na infância? O que fazer para que as crianças possam se apoderar do seu direito de ser crianças?
Esse é um desafio que nos levou a pensar O QUE FAZER, COMO FAZER, QUANDO FAZER.  O projeto de uma pesquisa nos surgiu como um passo inicial. Vamos lá!